Finalmente o empoderamento feminino

 

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Alguém me explica o que foi esse último episódio de Game of Thrones, por favor? Sei que estou atrasada com o texto, mas por motivos de ausência de HBO em casa, assisto à série um dia depois. E preciso dizer: como foi difícil escapar dos spoilers! Pense em uma segunda-feira longa.

A saída de George R. R. Martin e o fim da relação entre seus livros e a série de tv foi uma incógnita para os fãs. Afinal, Jon Snow havia morrido ou não? Estávamos acostumados a nos apaixonarmos por uma personagem e dali a pouco, ela morrer. O autor era mestre em machucar nossos sentimentos. Mas sem ele, isso mudou. Snow ressuscitou.

A volta do bastardo – mais tarde finalmente descobrimos o mistério de Lyanna – foi apenas uma peça do quebra-cabeças que Martin talvez não gostasse de montar. O mocinho se tornou invencível. Robb Stark poderia ter desejado a saída de George antes do Casamento Vermelho…

Houve momentos em que Game of Thrones deixou claro quais suas características marcantes; como a violência (enforcamento do menino traidor por Snow e o fogo dos dragões botando fim da era da Fé e dos Tyrell) e a nudez (marcante mesmo só os seios de Daenerys; GoT diminuiu muito as cenas de sexo que em temporadas anteriores mostrara).

Contudo GoT definiu um novo posicionamento. Finalmente a produção se volta para o empoderamento feminino. Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer conforme Daenerys sucede em seu plano, mas quem está por trás da série resolveu acelerar esse processo e apelou para a alegria dos estudiosos feministas de representação social. De uma vez só as mulheres tomaram conta da série.

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Eu senti pena por Margerie. Ela com certeza tinha algum plano brilhante contra a Fé, mas não teve tempo de executá-lo. Talvez estivesse tão preocupada com a retomada do trono que por instantes se atentou mais ao irmão que a Cersei. Isso custou a tragédia que aconteceu.

Eu queria uma batalha Marjorie Tyrell x Daenerys Targaryen, mas prevendo uma divisão do público, provavelmente os escritores quiseram deixar a guerra mais fácil. Afinal, será gratificante ver os dragões queimando Cersei. Marjorie agradece.

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Mesmo Cersei sendo rainha de Westeros, o poder do mal também está em mãos femininas. A rainha Lannister se agarrou tanto ao poder que de toda a prole criada, só sobrou ela mesma. Tommen preferiu morrer a encarar a mãe; nunca foi forte o bastante. Será que Jaime Lannister vai perdoar mais essa atitude da irmã-amante? Torço para um possível futuro casal: Jaime e Brienne de Tarth, apesar dele não a merecer.

Brienne foi mais um símbolo de força feminina, mas essa personagem nem me atentarei muito a falar, pois ela sempre foi uma mulher forte. Ter uma mulher nos campos de batalha ainda é raro em GoT. Talvez com Arya Stark de volta, o número de mulheres com espadas em mãos aumente, pois Arya retornou disposta a lutar pelos Stark e será uma importante guerreira, assim como Brienne.

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Arya sempre foi o oposto de Sansa. Apesar da diferença de idades, Sansa levou mais tempo para despertar. Só agora, após passar por Casas desumanas, ela se aliou à Snow, quem sempre desprezou. Mas tem gente que é assim – precisa passar por uns bocados para valorizar o que tem. Entretanto será que ela terá maturidade para lidar com o “apaixonado” Lorde Baelish”? Quando escolheu ser Stark novamente, renunciou à ajuda duvidosa, mas responsável pela derrota dos Boltons.

Mesmo assim não foi ela quem convenceu os antigos apoiadores dos Starks a se juntarem na luta contra os White Walkers. E aí mais uma evidência da força da palavra feminina: Lady Mormont, apenas uma criança, foi o suficiente para fortalecer e unir o exército do norte.

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E equanto o norte se prepara para a luta contra os White Walkers, Daenerys finalmente deixa Meereen rumo à conquista de Westeros. O fim do romance entre a Targaryen e Daario Naharis soou como aquele telefonema frio de um cafajeste. Dessa maneira, Game of Thrones tira do destino da “mocinha” o príncipe encantado. Ela tem um bem maior: o trono de ferro; e não será nenhum um homem que tirará isso dela. You go, girl!

Dessa forma, temos mulheres em todas as regiões dos sete reinos. Yara Greyjoy, Lady Mormont, Brianne, Arya, Olenna Tyrell, Ellaria, Cersei, Daenerys e Sansa são algumas das mulheres que mudarão o destino de Westeros. Não menos, fortalecerão a representação social das mulheres nas produções televisivas. Alegro-me bastante com uma produção desse tamanho reforçar o feminismo e quebrar preconceitos dando voz e força para as mulheres reinarem a trama.


Deslize?

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Eu poderia continuar tecendo vários elogios a esse episódio, mas um equívoco me chamou atenção. Varys havia deixado Meereen para organizar a destruição dos Lannister e foi ao encontro de Olenna Tyrell e Ellaria. Mas assim, meio que sem distância nenhuma entre Dorne e Meereen, ele aparece ao lado de Daenerys. Seria uma falha ou uma acelerada no tempo exagerada? Fiquei com tanta dúvida que a cena final poderia ter sido mais significativa se não tivessem incluído Varys.

 

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